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 BROMÉLIAS

A palavra Bromélia diz respeito a uma grande família que congrega mais de 50 gêneros com cerca de 3 mil espécies no total.  Bromeliácea é a denominação científica dessa numerosa família característica das Américas, principalmente a do Sul.  As bromélias possuem a mesma forma de crescimento: acaule, as folhas formam rosetas verticais ou achatadas que podem formar uma espécie de copo central para retenção da água que as nutrirá. Nessa água, detritos vegetais e animais em decomposição criarão o meio de subsistência alimentar ideal para a planta.

 

A diversidade é grande também com relação às regiões climáticas onde as bromélias podem se adaptar: desde o litoral até a floresta de altitude, passando por climas secos aos mais úmidos sempre é possível encontra as bromélias, especialmente no Brasil e América do sul.

 

A maioria das bromélias prefere meia-sombra, visto a situação em que ocorrem na mata nativa: nascem no solo as que preferem mais sombra e no tronco das árvores (epífitas) as que procuram luz difusa. Quando cultivadas em vasos, a terra deve ser bem drenada utilizando composto vegetal, como pó de xaxim por exemplo. É necessário que as raízes respirem bem e para isso, o solo deve ser parecido com o que ocorre no interior da floresta: bem drenado e rico em compostos vegetais. Lembre-se que as epífitas são acostumadas a terem suas raízes descobertas, então quando no vaso, permita a boa drenagem, evite o uso de vasos de plásticos ou cerâmica esmaltada, estes dificultam a respiração das raízes, favorecendo a retenção da água das regas dentro do recipiente. Vasos muito grandes devem ser evitados devido ao acúmulo de água que pode ser prejudicial as raízes. As Bromélias são capazes de grande absorção por suas folhas, por isso a adubação líquida é recomendável por ser bem eficiente.

EPÍFITAS - As bromélias epífitas, na natureza, absorvem pelas raízes apenas os sais minerais que escorrem com a água da chuva ao longo do tronco das árvores, onde estão fixadas. A água depositada nos copos ao centro da roseta, atrai insetos que se decompõem e criam um meio fornecedor de nutrientes à planta. 

TERRESTRES
- Extraem nutrientes basicamente pela raiz, fixada ao solo.

 
Nome científico: Guzmania ligulata
Nome popular: Gusmânia - cherry
Família: Bromeliaceae
Origem: Brasil, América do sul.
Porte: Até 40 cm.
Características: Herbácea perene, epífita. Há diversas variedades naturais com folhas mais largas e com listras avermelhadas. Prefere meia-sombra ou luz difusa.
Propagação: Por sementes.
 
Nome científico: Neoregelia carolinae 'Tricolor'
Nome popular: Bromélia
Família: Bromeliaceae
Origem: América do Sul-Brasil.
Características: Herbácea epífita de até 30 cm de altura, de pleno sol ou meia-sombra. Produz flores no verão e prefere clima quente e úmido. Apesar de naturalmente epífita, pode ser plantada em solo bem drenado ou de xaxim e receber regas esporádicas no solo e no seu topo.
Propagação: Por filhotes que surgem junto à planta mãe.
 
Nome científico: Aechmea fasciata
Nome popular: Aequimea.
Família: Bromeliaceae
Origem: América do Sul, Brasil.
Porte: Até 60 cm de altura.
Características: Herbácea epífita de meia-sombra que floresce no outono-inverno. Prefere o clima quente e úmido típico de regiões tropicais. Possui folhagem e floração muito ornamentais e pode ser cultivada fixada em árvores ou em vasos com terra bem drenada.
Propagação: Por filhotes que nascem juntos à planta mãe.
 

Nome Científico: Tillandsia cyanea

Nome popular: tiândsia-azul, tilândsia

Família: Bromeliaceae
Origem: América do Sul, Brasil.

Tillandsia é um gênero que possui diversas espécies diferentes. Típicas de todo o território brasileiro, elas se estendem por todas as regiões do país em suas mais variadas possibilidades.
Dentre as bromélias, as Tillandsias são as que não se adaptam bem ao cultivo em vasos. Dessa forma sua principal forma de cultura é através de fixação em troncos secos ou árvores, explorando suas qualidades epífitas.

Ao lado, as Tillandsias que possuem as folhas verde acinzentadas são as que menos toleram excesso de umidade. Por isso mesmo têm dificuldades de se adaptarem ao cultivo em vasos. 

 

 
Nome científico: Tilandsia gardneri
Nome popular: Bromélia
Origem: Brasil
Características: Herbácea epífita que atinge cerca 25 cm de diâmetro, característica de pleno-sol ou meia-sombra. As espigas florais ocorrem na primavera-verão e sua preferência é por clima quente e úmido. Normalmente é encontrada em diversas regiões do país, fixada em troncos e galhos secos de árvores.
Propagação: Por filhotes que nascem junto a planta mãe.
 

Vriesea incurvata
Trata-se de um gênero que reúne também diversas espécies diferentes de bromélias. Nativas nas florestas úmidas da América do Sul, especialmente no Brasil habitam várias espécies desse gênero, que variam em sua maioria entre 30 a 90 cm de diâmetro de largura; sendo que algumas ultrapassam esse diâmetro, como é o caso da Vriesia imperialis.  O cultivo costuma ser
na forma epífita ou em vasos preparados com terra fértil e bem drenada, em locais a meia-sombra. Uma adubação com fertilizante líquido torna-se necessária para o seu bom desenvolvimento.

Nome científico: Vriesia incurvata
Nome popular: Bromélia, gravatá.
Origem: Brasil
Características: Herbácea epífita característica da Mata Atlântica.  As espigas florais são muito exuberantes, em colorido intenso. Pode ser cultivada em vasos ou em canteiros, formando maciço à meia-sombra. O solo deve ser bem drenado, com terra rica em material orgânico e úmida. As regas, como é comum nas bromélias, devem priorizar o reservatório interno de água em seu interior.
Propagação: Por mudas formadas junto a planta.

 
Nome científico: Alcantarea imperialis
Nome popular: Bromélia imperial, Bromélia gigante.
Família: Bromeliaceae
Origem: Brasil
Porte: Até 1,50 m de altura.
Características: Herbácea perene, acaule, terrestre, com folhas dispostas em roseta muito ornamental. Seu crescimento é lento e exige poucos tratos culturais. Produz uma inflorescência amarela, alta e ereta, mas seu valor ornamental fica por conta da folhagem, que quando nova é avermelhada, tornando-se mais verde com a idade. Deve ser cultivada em grupos formando arranjos com pedras ou em vasos. Prefere meia-sombra e clima quente e úmido. Solo bem drenado e regas periódicas (2 vezes por semana).
Propagação: Por sementes ou por brotos filhotes.
 
Nome científico: Aechmea Chantinii
Nome popular:  Bromélia-Zebra
Origem: Continente americano
Características: Folhas rígidas, acanalada, com espinhos nas margens, com faixas transversais brancas sobre fundo verde ou roxo-escuro. Existe também algumas formas hortícolas com face externa roxo-escura e verde por dentro. inflorescência terminal, tipo panícula de espigas, sobre o escapo floral rígido e elevado acima da folhagem, com brácteas vermelhas na base das ramificações, formadas principalmente no verão.
Propagação: Multiplica-se por separação das brotações do rizotoma e também por sementes.
 
Nome científico: Guzmania sanguinea
Nome popular: Bromélia-sanguinea
Origem: Costa Rica
Características: Herbácea epífita característica da Mata Atlântica, especialmente na região Sul do Brasil.  As espigas florais são muito exuberantes e duráveis, colorindo a floresta úmida por grande espaço de tempo. 
Propagação:
por sementes postas para germinar em estufa, bem como por separação das brotações laterais.
 

 

 









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